Você está enxergando bem ou só se acostumou a enxergar mal?

Muitas vezes, a perda da qualidade visual não acontece de forma abrupta. Ela é silenciosa e gradual. O nosso cérebro, em uma tentativa de nos manter funcionais, utiliza mecanismos de compensação que nos fazem acreditar que está tudo bem, quando, na verdade, estamos forçando o sistema visual além do seu limite. Neste artigo, vamos entender como o cérebro “disfarça” problemas de visão e por que a atenção primária à saúde visual é a sua melhor aliada para manter a qualidade de vida. O fenômeno da adaptação cerebralVocê já se pegou apertando os olhos para ler uma placa ou aumentando o brilho do celular com frequência? Esses pequenos gestos são sinais de que sua visão pode estar falhando, mas seu cérebro está tentando “corrigir” o borrão. A chamada neuroadaptação permite que convivamos com uma visão imperfeita por meses ou até anos. No entanto, essa compensação tem um preço: Fadiga ocular e dores de cabeça: O esforço constante dos músculos oculares para focar gera desconforto físico.Queda na produtividade: Dificuldades de leitura e concentração afetam diretamente o desempenho no trabalho e nos estudos.Redução da segurança: No trânsito, a percepção de profundidade e a velocidade de reação podem ser comprometidas pela falta de nitidez.Confira outros conteúdos, como “Avaliação visual vai além de medir grau: o que acontece na consulta optométrica?” em nosso Blog! O papel da Optometria na Atenção PrimáriaMuitas pessoas acreditam que só devem procurar um profissional quando a visão “falha” de vez. Contudo, a prevenção é o eixo central de um sistema de saúde eficiente. É aqui que entra a atenção primária à saúde visual, o primeiro nível de cuidado onde o optometrista atua de forma estratégica. O optometrista é o profissional qualificado para identificar e corrigir problemas comuns, garantindo que você não precise “se acostumar” com uma visão ruim. Entre suas principais atribuições estão: Avaliação da função visual: Testes precisos para entender como você enxerga o mundo.Identificação de ametropias: miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.Prescrição de auxílios ópticos: Indicação de óculos ou lentes de contato para devolver o conforto visual.Triagem e encaminhamento: Identificação de sinais de patologias que necessitam de avaliação médica especializada, garantindo um prognóstico melhor através do diagnóstico precoce.A Importância da Avaliação Profissional EspecializadaA consulta com um optometrista capacitado é o passo essencial para romper o ciclo de adaptação prejudicial do cérebro. Este profissional identifica como falhas visuais imperceptíveis impactam sua rotina, prevenindo que condições simples se transformem em agravamentos graves e custosos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade das deficiências visuais no mundo poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente. A atuação do optometrista na atenção primária garante benefícios reais para o seu dia a dia: Bem-estar e Saúde: Elimina sintomas persistentes, como dores de cabeça e fadiga ocular crônica.Desenvolvimento e Foco: Potencializa o rendimento escolar de crianças e a produtividade no trabalho.Segurança e Autonomia: Amplia a percepção visual no trânsito e a qualidade de vida de idosos.O compromisso do CROOSP é assegurar que a população tenha acesso a esse cuidado qualificado, promovendo a prevenção como o melhor caminho para uma vida com máxima nitidez. Conclusão: Não ignore os sinaisSe você sente cansaço ao final do dia, irritabilidade ao ler ou percebe que sua visão não é mais a mesma, não espere o problema se agravar. A prevenção é o caminho mais curto para a economia de recursos e, acima de tudo, para a sua qualidade de vida. O CROOSP reafirma o compromisso com a excelência profissional e convida você a valorizar sua saúde visual. Consultar um optometrista regularmente é garantir que seu cérebro não precise trabalhar dobrado para ver o que há de melhor na vida.
Os olhos e o fármaco. Você sabia que alguns medicamentos podem causar efeitos silenciosos na visão?

Mudanças visuais nem sempre aparecem de imediato e, por isso, a atenção preventiva é essencial. A seguir, compartilhamos um texto completo do Prof. Marcelo Santana sobre a relação entre fármacos e saúde ocular – um tema importante para pacientes e profissionais da optometria: Os olhos e o fármacoVivemos numa era em que o uso de medicamentos tornou-se cada vez mais disseminado – não apenas para tratar doenças, mas também como recurso rápido para dores, estética, bem-estar e para lidar com o estresse cotidiano.Uso indiscriminado de medicamentos pode afetar a saúde ocular.Efeitos adversos podem surgir silenciosamente, sem sintomas visíveis.Profissionais de saúde visual devem questionar pacientes sobre uso de fármacos.Porém, esse consumo massivo, muitas vezes desorientado e sem a devida orientação especializada, traz consigo riscos pouco percebidos: efeitos adversos que incidem diretamente sobre a visão e a saúde ocular. Embora a prática de prescrição seja apenas pelo médico e uso de fármacos seja essencial para o controle de diversas doenças (portanto, cabe ao médico o manejo), o olho frequentemente recebe pouca atenção nesse contexto – como se tivesse uma “blind spot” nos roteiros terapêuticos. Isso é particularmente grave, porque os efeitos adversos podem surgir de forma silenciosa, sem sintomas visíveis, tornando-se um problema de saúde pública que merece a vigilância de todos os profissionais de saúde visual. Portanto, é fundamental que ópticos e optometristas perguntem aos seus pacientes sobre o uso de medicamentos – se estes foram prescritos por médico caso contrário, orientar que busquem avaliação médica para esse fim. Quando houver indicação de uso de fármacos, vale a pena verificar a bula ou o rótulo em busca de possíveis efeitos colaterais visuais ou oculares, e aconselhar o paciente a comunicá-los ao seu médico. Essa postura não só facilita a identificação de reações adversas, mas também evita que a adaptação a uma nova prescrição ou a novos óculos seja frustrada. Além disso, em certos casos, pode ser prudente encaminhar o paciente a um oftalmologista, como medida preventiva para preservar a saúde ocular. Enviarei um trecho da minha dissertação do mestrado sobre possíveis alterações visuais e oculares por uso de fármaco: “O uso de medicamentos tem se tornado cada vez mais comum na sociedade, impulsionado pelo progresso tecnológico da indústria farmacêutica, pela ampla divulgação dos benefícios dos remédios e pela facilidade de acesso a esses produtos. Esse cenário tem levado ao uso indiscriminado de fármacos. Em busca de soluções rápidas para dores, tratamentos, prolongamento da vida ou até mesmo por motivos estéticos, muitas pessoas recorrem a esses medicamentos de forma inadequada, configurando um grave problema de saúde pública (SOUZA et al, 2018 MADEIRA et al, 2020). A pandemia da COVID-19 agravou essa situação, aumentando em mais de 6% a prevalência de problemas de saúde mental e, consequentemente, o consumo de fármacos sem o devido acompanhamento profissional. A falta de orientação especializada, somada à negligência na consulta à bula e ao rótulo dos medicamentos, compromete o conhecimento sobre seus possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas, elevando os riscos à saúde visual e ocular (CONSTABLE, et al.,2023 SABHERWAL et al.,2023). Como o uso de fármacos é amplamente disseminado, os efeitos colaterais podem ocorrer mesmo quando esses medicamentos são utilizados no tratamento de diversas condições patológicas, sejam elas crônicas ou agudas. Apesar de sua importância para inúmeros tratamentos, os medicamentos podem causar efeitos adversos que comprometem tanto a saúde ocular – relacionada à estrutura do olho – quanto a saúde visual, que envolve a captação da luz e o envio de informações ao córtex cerebral, um aspecto frequentemente negligenciado por pacientes e até por profissionais da saúde (SOUZA et al., 2018 MADEIRA et al., 2020 CONSTABLE et al., 2023 SABHERWAL et al., 2023). O comprometimento da visão pode ser temporário, leve ou irreversível, afetando a qualidade de vida do paciente. Medicamentos como corticosteroides, anticolinérgicos, quimioterápicos ou de uso habitual, como os destinados ao tratamento da hipertensão e do diabetes, podem não apresentar sintomas visuais imediatos, mas ainda assim afetar a saúde ocular, causando condições como catarata, glaucoma, degeneração macular e maculopatias. Isso dificulta o início do tratamento. Mais de 40% dos pacientes que utilizam medicamentos para doenças sistêmicas graves são afetados por efeitos colaterais significativos (SABHERWAL et al., 2023 TORRES et al., 2024). Um dos grandes desafios na deteção de efeitos colaterais oculares e/ou visuais relacionados ao uso de fármacos é o fato de muitas patologias, como a catarata e o glaucoma de ângulo aberto, não apresentarem sintomas iniciais, o que impede sua identificação precoce. Essa deteção inicial é essencial para prevenir danos irreversíveis. Além disso, mesmo com o acesso às bulas e rótulos, muitos pacientes não procuram informações sobre os efeitos colaterais e, por isso, não associam os sintomas ao uso do medicamento (SMITH et al., 2019). Entre os principais aspectos da toxicidade ocular, destaca-se o fato de que muitas manifestações medicamentosas são reversíveis se detetadas precocemente. A toxicidade pode afetar diferentes estruturas oculares, como a retina, o nervo óptico e os vasos sanguíneos…(SOMISETTY et al., 2023). A toxicidade depende da dose do medicamento, da interação medicamentosa (polifarmácia) e da presença de comorbidades, que podem tornar o paciente mais suscetível. O mecanismo de toxicidade pode ocorrer por interferência nos processos celulares (como a absorção de glutamato ou a formação de complexos lipídicos), ou ainda por mecanismos imunológicos ou metabólicos (SOMISETTY et al., 2023). Com o aumento da prevalência de distúrbios de saúde mental, também cresceu o uso de fármacos psiquiátricos para tratar ansiedade, depressão e estresse. Medicamentos como antidepressivos tricíclicos (com efeitos colaterais como midríase pupilar, visão turva e risco de glaucoma de ângulo fechado), inibidores seletivos da recaptação de serotonina (associados a olho seco e catarata) e benzodiazepínicos (ligados ao desenvolvimento de glaucoma) estão entre os mais utilizados. O uso prolongado desses medicamentos pode provocar outras alterações oculares, como redução na produção de lágrimas, dilatação pupilar, diminuição da sensibilidade da córnea e aumento do risco de catarata (CONSTABLE et al., 2023).” Em resumo, o texto destaca que nós, profissionais da saúde visual – ópticos, optometristas, contatólogos e afins – devemos estar vigilantes quanto
Regulamentação da Optometria: CROOSP e profissionais se mobilizam em Brasília por reconhecimento

Ato Nacional reúne optometristas em Brasília pela regulamentação da optometria. Mais de 400 profissionais participaram, em 5 de novembro, do Ato Nacional pela Optometria, realizado no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados. A mobilização teve como principal pauta a regulamentação da optometria no Brasil e contou com o apoio de entidades como o CROOSP (Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo), CBOO e conselhos regionais de todo o país. O movimento integra a campanha #OptometriaUnida, que busca dar visibilidade à profissão, garantir segurança jurídica para os profissionais e ampliar o acesso à saúde visual da população. 📺 Assista ao evento completo no canal da Câmara dos Deputados 👁️ Por que a regulamentação da optometria é urgente?A regulamentação da optometria é uma demanda histórica da categoria. Mesmo sendo respaldada por decisões do Supremo Tribunal Federal (como a ADPF 131) e por notas técnicas da Anvisa (2022 e 2023), a profissão ainda enfrenta entraves legais e resistência institucional em diversas regiões do Brasil. No ato, parlamentares ouviram representantes da classe e reforçaram a importância de inserir os optometristas na atenção primária da saúde visual, inclusive no SUS, como já ocorre em diversos países. 🌎 Apoio internacional e legado de MarceloO evento contou com participação virtual da presidente do World Council of Optometry (WCO), Dra. Sandra Block, que destacou a necessidade de o Brasil ampliar o atendimento visual por meio da inclusão dos optometristas em políticas públicas. A mobilização também homenageou o optometrista Marcelo de Souza Nogueira, morto em outubro em São Paulo. Marcelo era reconhecido pelo trabalho comunitário e pela luta pela regulamentação da optometria como profissão essencial à saúde pública. Seu legado foi lembrado por colegas, familiares e representantes de conselhos de todo o país. “Seguimos por Marcelo, pela optometria e por todos os brasileiros que precisam enxergar melhor.” 📬 Quer acompanhar os próximos passos da campanha pela regulamentação da optometria?Inscreva-se na newsletter do CROOSP e fique por dentro das ações institucionais em defesa da profissão.👉 INSCREVA-SE AQUI E RECEBA NOSSOS CONTEÚDOS
Avaliação visual vai além de medir grau: o que acontece na consulta optométrica?

Quando alguém marca uma consulta, é comum ouvir: “vou lá medir meu grau”.Mas a verdade é que a avaliação visual vai muito além disso. Na prática clínica, o optometrista não analisa apenas se você precisa de óculos. Ele avalia como sua visão funciona no dia a dia, identificando dificuldades que muitas vezes passam despercebidas. Esse cuidado faz parte do atendimento primário em saúde visual, essencial para prevenção e qualidade de vida. O que acontece antes dos exames? (E por que isso importa tanto)O que é a anamnese?Antes de qualquer teste, começa uma das etapas mais importantes: a anamnese. É uma conversa estruturada onde o profissional busca entender: ● Queixas visuais (embaçamento, dor de cabeça, dificuldade para ler)● Rotina (uso de telas, trabalho, estudos)● Histórico de saúde● Uso atual de óculos ou lentes Exemplo prático:Um paciente pode relatar “cansaço ao final do dia”. Sem a anamnese, isso poderia parecer apenas necessidade de ajuste de grau. Mas, na prática, pode estar relacionado a esforço visual excessivo ou dificuldade de foco. Essa etapa direciona toda a avaliação, não é apenas um detalhe, é o ponto de partida. Quais testes são feitos em uma avaliação visual?É só o grau? Não. É sobre função visualDurante a consulta optométrica, diferentes aspectos da visão são analisados: ● Acuidade visual (nitidez para longe e perto)● Refração (identificação do grau, quando necessário)● Coordenação entre os olhos● Foco e acomodação● Percepção de profundidade● Resposta à luz e movimentos● Avaliação do fundo de olho (oftalmoscopia) A avaliação do fundo de olho, também chamada de oftalmoscopia, é uma etapa essencial do atendimento. Por meio dela, o optometrista observa estruturas internas do sistema visual, como a retina e o nervo óptico, permitindo identificar possíveis alterações que nem sempre apresentam sintomas. Todos os exames são não invasivos e voltados para entender tanto a qualidade quanto o funcionamento da visão. Exemplo prático:Um paciente pode enxergar bem na tabela, mas ainda assim ter dificuldade para manter o foco na leitura ou sentir desconforto em telas. Além disso, pode apresentar alterações que só são percebidas na avaliação interna do sistema visual, reforçando que a consulta não se limita à medição de grau. Por que a avaliação funcional faz diferença?Enxergar bem não é só ver nítidoA avaliação funcional busca entender como a visão se comporta em situações reais do dia a dia: ● Ler por longos períodos● Trabalhar no computador● Dirigir● Estudar● Usar o celular Exemplo comum:Crianças com dificuldade de aprendizagem podem não ter grau elevado, mas apresentam problemas de coordenação visual que impactam diretamente na leitura. Por isso, a avaliação vai além do número — ela analisa o desempenho visual. E depois dos testes? O que o paciente recebe?Orientação personalizada faz parte da consultaAo final da avaliação visual, o paciente não sai apenas com uma receita. O optometrista pode orientar: ● Uso correto de óculos ou lentes● Ajustes na rotina visual (pausas, iluminação, postura)● Exercícios visuais (quando necessário)● Frequência ideal de acompanhamento Além disso, quando identificado algum sinal fora do padrão, o paciente é encaminhado para avaliação médica, reforçando o cuidado responsável e integrado. A consulta optométrica tem acompanhamento?Cuidar da visão é um processo contínuoA saúde visual muda ao longo do tempo. Por isso, o acompanhamento é essencial. ● Crianças: desenvolvimento visual● Adultos: demandas profissionais e digitais● Idosos: alterações naturais da visão Cada consulta gera um histórico, permitindo acompanhar a evolução e tomar decisões mais precisas ao longo dos anos. Por que entender isso muda a percepção sobre a optometria?Quando o público entende que a avaliação visual não é apenas “medir grau”, passa a valorizar: ● A qualidade do atendimento● O conhecimento técnico envolvido● O papel preventivo da optometria● A responsabilidade profissional A optometria atua diretamente na promoção da saúde visual da população, com foco em prevenção, orientação e acompanhamento contínuo. Conclusão: medir grau é só uma parte do cuidadoA avaliação visual é um processo completo, que envolve escuta, análise, testes e orientação. Mais do que identificar um número, a consulta optométrica busca garantir que você: ● Enxergue com conforto● Tenha melhor desempenho no dia a dia● Previna problemas futuros Cuidar da visão é cuidar da qualidade de vida. Continue acompanhando nossos conteúdos aqui no Blog do CROOSP e também nas redes sociais!
#OptometriaUnida: Profissionais se mobilizam por reconhecimento e respeito à saúde visual

A optometria tem ganhado voz no Brasil – e agora, também força. A campanha nacional #OptometriaUnida marca um momento histórico para a categoria. Lançada em parceria entre conselhos regionais de óptica e optometria de todo o país, a mobilização quer dar visibilidade à atuação dos optometristas e garantir respeito à sua atuação legal, técnica e ética no cuidado primário da saúde visual da população. A movimentação acontece em meio à repercussão do trágico assassinato do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, em Itapetininga (SP), no fim de outubro. Marcelo era conhecido por seu compromisso com a profissão e pela atuação firme na defesa da optometria como ciência autônoma. Sua morte foi um duro golpe para a categoria, mas também um chamado à união. “Do luto à luta”: é com esse espírito que nasce a #OptometriaUnida. 👁️ O que faz um optometrista?O optometrista é o profissional formado para atuar na avaliação da função visual de forma não invasiva. Ele realiza exames, identifica erros de refração (como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia), prescreve óculos e lentes de contato, e encaminha casos suspeitos de doenças oftalmológicas para atendimento médico especializado. Em países como Reino Unido, Canadá, EUA e Colômbia, a optometria já integra os sistemas públicos de saúde, com resultados comprovados no acesso visual, economia pública e prevenção de agravos. 📣 Por que a campanha #OptometriaUnida?Além de homenagear Marcelo Nogueira, a campanha: Combate a desinformação e o preconceito institucional;Reivindica o respeito à categoria e o direito de exercer a profissão com segurança jurídica e dignidade.Lança luz sobre a importância da profissão para o SUS;Reforça que optometristas são formados em curso superior e têm respaldo legal para atuar;⚖️ O que diz a legislação?A atuação dos optometristas de nível superior foi reconhecida em definitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que ao julgar a ADPF 131, reconheceu a legalidade na prescrição de óculos e lentes de contato por estes profissionais. A Anvisa, por sua vez, reforçou esse entendimento em duas Notas Técnicas: “A decisão do STF tem caráter imperativo, válida em todo o território nacional, com eficácia imediata, e as vedações dos decretos não se aplicam aos profissionais optometristas qualificados por instituição de ensino superior” Leia os documentos da ANVISA clicando aqui 📅 Ato em Brasília – 5 de novembroComo parte da mobilização, está sendo organizado um Ato Nacional em Brasília, no dia 5 de novembro, com a presença de profissionais de diferentes regiões. A ação reforça o pedido por: Reconhecimento e visibilidade;Respeito institucional;Abertura de diálogo com autoridades públicas;Inclusão plena da optometria nas políticas públicas de saúde visual.💬 Como participar?📲 Use a hashtag # OptometriaUnida🎥 Grave um vídeo dizendo: “Eu sou optometrista. Eu cuido da visão. Mereço respeito.”📣 Compartilhe conteúdos e convide colegas de outras áreas para conhecer e apoiar a profissão✉️ Receba notícias da campanhaInscreva-se em nossa newsletter e acompanhe tudo sobre a mobilização da optometria no Brasil. 👉 INSCREVA-SE CLICANDO AQUI O Brasil precisa enxergar a optometria como parte da solução – não do problemaA categoria está unida, preparada e juridicamente respaldada para contribuir com a saúde visual de milhões de brasileiros. OptometriaUnida é mais que um lema. É um movimento por justiça, visibilidade e respeito.
Março Verde: A Importância da Optometria na Atenção Primária à Saúde Visual

O Março Verde é um movimento de conscientização voltado à prevenção e aos cuidados com a saúde visual. Em 2026, o debate ganha ainda mais relevância ao reforçar o papel da atenção primária à saúde visual como estratégia essencial para reduzir filas, prevenir doenças e ampliar o acesso da população ao cuidado qualificado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 2,2 bilhões de pessoas no mundo convivem com algum grau de deficiência visual, sendo que quase metade desses casos poderia ter sido evitada ou ainda não foi tratada (World Report on Vision, 2019 – OMS). A prevenção é, portanto, o eixo central de qualquer sistema de saúde eficiente. É nesse cenário que a Optometria se consolida como profissão estratégica. Como o optometrista atua na atenção primária à saúde visual?A atenção primária à saúde visual é o primeiro nível de cuidado. É onde os problemas mais comuns são identificados, corrigidos ou encaminhados quando necessário. Os optometristas são responsáveis pelo atendimento primário da função visual, atuando na prevenção e na triagem de casos que necessitam de avaliação médica . Entre as principais atividades estão: Avaliação da função visual;Identificação e correção de ametropias (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia);Adaptação de lentes corretivas;Reconhecimento de sinais sugestivos de alterações patológicas para encaminhamento adequado.Na prática clínica, é comum que pacientes procurem atendimento relatando dores de cabeça frequentes, dificuldade de leitura ou queda no rendimento escolar. Em muitos casos, trata-se de uma disfunção visual simples, resolvida com prescrição adequada. Quando há sinais de alterações sistêmicas ou patológicas, o encaminhamento precoce faz toda a diferença no prognóstico. Essa atuação evita agravamentos e contribui para o uso racional dos serviços especializados. A Optometria ajuda a reduzir custos no sistema de saúde?Sim. E esse é um ponto estratégico para 2026. Existe uma grande demanda reprimida no Sistema Único de Saúde que poderia ser resolvida no atendimento primário, reservando consultas médicas para casos mais complexos . Quando a população não encontra acesso à atenção primária qualificada, ocorre: Sobrecarga dos serviços especializados;Aumento do tempo de espera;Agravamento de quadros simples;Crescimento dos custos com tratamentos mais complexos.Um exemplo prático: a presbiopia, condição comum a partir dos 40 anos, pode ser avaliada e compensada na atenção primária. Sem esse acesso, muitos recorrem a soluções inadequadas, como óculos sem avaliação profissional, o que pode gerar desconforto, fadiga e prejuízo funcional. Investir em atenção primária à saúde visual significa investir em prevenção, eficiência e economia de recursos públicos. Qual é o papel social do optometrista em 2026?O papel social da Optometria vai além da prescrição de lentes. Em regiões com baixa cobertura médica especializada, o optometrista frequentemente representa o primeiro – e às vezes o único – profissional de saúde visual acessível à comunidade. Isso impacta diretamente: O desempenho escolar de crianças;A produtividade no trabalho;A segurança no trânsito;A qualidade de vida de idosos.O CROOSP reforça, em sua missão institucional, o compromisso com a excelência profissional e a melhoria da saúde visual da população . A entidade atua na defesa das prerrogativas profissionais e na orientação ética dos seus filiados, promovendo boas práticas e capacitação contínua. Conheça mais sobre a atuação institucional na página Quem Somos.
Optometria no SUS: solução para ampliar o acesso à saúde visual

A optometria no SUS tem ganhado cada vez mais espaço no debate público como alternativa viável, segura e eficaz para ampliar o acesso à saúde visual no Brasil. O optometrista destaca-se por seu papel na atenção primária e na triagem de casos que necessitam de encaminhamento adequado. Mas afinal, como a atuação desse profissional pode contribuir para melhorar o SUS e beneficiar milhões de brasileiros? O que faz um optometrista?O optometrista é o profissional da saúde visual responsável por identificar, avaliar e corrigir disfunções visuais de origem não patológica, como miopia, astigmatismo, presbiopia e hipermetropia. Ele realiza exames não invasivos, prescreve lentes corretivas e encaminha pacientes com suspeitas de patologias para avaliação médica especializada. Alguns profissionais com especializações ainda podem aplicar terapias visuais e adaptar próteses oculares e lentes de contato. Na prática, isso significa que grande parte das queixas visuais da população pode ser solucionada já na atenção primária — sem necessidade imediata de consulta com oftalmologista. Qual o impacto da optometria no SUS?Incluir a optometria no SUS traria uma série de benefícios diretos: Desafogo nas filas: Com triagens feitas por optometristas, casos mais simples seriam resolvidos rapidamente, liberando espaço para atendimentos mais complexos pelos oftalmologistas.Acesso facilitado: Em muitas regiões do Brasil, não há cobertura médica oftalmológica suficiente. A presença de optometristas nos postos de saúde preencheria essa lacuna.Redução de custos públicos: Ao resolver até 80% das queixas visuais com atendimento primário, o SUS economizaria recursos com consultas e exames especializados desnecessários.Melhora na qualidade de vida: Corrigir erros refrativos de forma rápida melhora desempenho escolar, produtividade e bem-estar da população.O que diz a Organização Mundial da Saúde?A OMS reconhece a optometria como componente essencial da atenção primária à saúde visual. Em diversos países – como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Colômbia – o optometrista já atua de forma integrada ao sistema público de saúde, com autonomia para prescrever correções ópticas e realizar triagens visuais. No Brasil, embora o curso superior em optometria já seja juridicamente reconhecido, a atuação ainda enfrenta obstáculos regulatórios. Avançar nesse debate é fundamental para garantir o direito à saúde visual da população. CROOSP defende a inclusão da optometria no SUSO Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP) atua há anos na defesa da regulamentação e valorização da profissão, promovendo capacitação, segurança jurídica e apoio aos profissionais filiados. A inclusão da optometria no SUS está alinhada com a missão do CROOSP: elevar a qualidade da saúde visual no Brasil e garantir o acesso maior da população a cuidados primários eficientes. “A parte população não tem acesso a saúde visual e muitos podem descobrir problemas de visão tardiamente. Com a Optometria no SUS poderíamos mudar esse cenário!”, defende Daniela Iamamoto, presidente do CROOSP. O que falta para isso acontecer?Ainda são necessários: Reconhecimento legal e normativo, permitindo que optometristas atuem no SUS em todo o território nacional;Campanhas de conscientização sobre o papel e os limites da atuação optométrica;Articulação entre conselhos profissionais, gestores públicos e sociedade civil.A proposta não é substituir o trabalho do oftalmologista, mas integrar saberes e ampliar o acesso à saúde visual. Conclusão: optometria no SUS é urgência, não tendênciaA inclusão da optometria no SUS é uma proposta viável, baseada em evidências e já consolidada em diversos países. Sua implementação pode representar um salto de qualidade no cuidado visual dos brasileiros, especialmente os mais vulneráveis. Investir em saúde visual é investir em educação, produtividade e bem-estar. E a optometria no SUS é uma chave para isso.
O que muda com a ADPF 131? Entenda os direitos dos optometristas no Brasil
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 131 (ADPF 131) representa um marco histórico para a profissão de optometrista no Brasil. Após anos de embate judicial, a corte reconheceu o direito ao exercício profissional dos optometristas com formação superior, garantindo mais segurança jurídica e autonomia para a saúde visual da população. O que é a ADPF 131?A ADPF 131 foi ajuizada pela Confederação Brasileia de Óptica e Optometria (CBOO) para questionar artigos dos Decretos 20.931/1932 e 24.492/1934, que limitavam severamente a atuação dos optometristas. Esses dispositivos proibiam, por exemplo, a instalação de consultórios por optometristas e a prescrição de óculos sem receita médica. O STF julgou a ação improcedente, ou seja, declarou que os decretos são compatíveis com a Constituição. No entanto, em embargos de declaração, a Corte modulou os efeitos da decisão, afirmando que as restrições desses decretos não se aplicam a profissionais com formação superior reconhecida pelo Estado. O que muda para os optometristas?A partir da decisão, publicada oficialmente em outubro de 2021, optometristas com diploma de curso superior autorizado e reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) podem: Atender em consultórios próprios;Realizar exames para avaliação da função visual;Prescrever órteses e próteses (como óculos e lentes de contato)Atuar conforme descrito na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO nº 3223).Por que isso é importante para a saúde visual?A decisão do STF é um passo importante para ampliar o acesso aos cuidados primários em saúde visual. Em um país com longas filas para atendimento especializado e milhões de brasileiros sem acesso a exames básicos de visão, o optometrista qualificado se torna uma peça chave na prevenção da cegueira evitável e na promoção da qualidade de vida. A optometria atua diretamente nos casos de miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, além de identificar sinais de condições patológicas que devem ser encaminhadas ao oftalmologista. E a vigilância sanitária?A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu duas notas técnicas (2022 e 2023) orientando as vigilâncias estaduais e municipais sobre a legalidade da atuação dos optometristas com formação superior. Segundo a Anvisa, impedir a atuação desses profissionais pode configurar abuso de autoridade. Ainda falta a regulamentação da profissão?Sim. Apesar do reconhecimento da legitimidade do exercício profissional, a optometria ainda não possui uma lei federal específica que regulamente a profissão. Tramita no Congresso o Projeto de Lei 369/2011, que define as atribuições e a formação necessária para o exercício da optometria. Enquanto isso, a decisão da ADPF 131 e os pareceres da Anvisa garantem respaldo jurídico para o trabalho dos optometristas com diploma superior. Conclusão: mais segurança e autonomiaCom a ADPF 131, o STF garantiu que os optometristas de formação superior tenham liberdade para exercer suas funções dentro dos limites legais e acadêmicos. É um reconhecimento da importância da optometria na promoção da saúde visual e um incentivo para que mais profissionais invistam na sua qualificação. Importante lembrar que em razão deste contexto surgiu a Portaria CVS 6/2025, para saber mais clique no link para ler na íntegra a respeito da portaria.
Saúde visual: quais são os exames do check-up preventivo?

Cuidar da saúde visual é essencial em todas as fases da vida. Muitas condições oculares se desenvolvem de forma silenciosa e, quando não percebidas precocemente, podem comprometer a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades cotidianas. Por isso, os cuidados com a saúde visual devem incluir visitas regulares ao optometrista para a realização de exames preventivos. O papel do optometrista na prevenção de problemas visuaisO optometrista é o profissional de saúde responsável por avaliar, identificar e acompanhar condições relacionadas à função visual e à saúde dos olhos. Seu trabalho ajuda na detecção precoce de problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, olhos secos, entre outros. Diferente do oftalmologista, que também atua em intervenções cirúrgicas e tratamentos de doenças oculares, o optometrista é especializado na análise funcional da visão e no acompanhamento contínuo dos pacientes. Ele pode prescrever óculos, lentes de contato e indicar terapias visuais, além de encaminhar o paciente a outros profissionais quando necessário. Por que fazer exames visuais regularmente?Os check-ups visuais são importantes para identificar alterações na visão que, algumas vezes, o paciente ainda nem percebeu seus sintomas. Eles são recomendados para pessoas de todas as idades, visto que: Crianças muitas vezes não conseguem expressar dificuldades visuais, necessitando de um optometrista para o reconhecimento de problemas.Idosos formam um grupo mais suscetível à vista cansada (presbiopia) e a doenças oculares, como catarata e degeneração macular.Adultos que fazem uso de óculos e lentes de contato devem periodicamente verificar se houve alteração no grau das lentes.Ademais, diversas doenças sistêmicas, como hipertensão e diabetes, podem se manifestar por sinais nos olhos. Com a realização regular de exames visuais, o optometrista pode ajudar no reconhecimento precoce de condições que vão além da visão e assim fazer o encaminhamento rapidamente. Principais exames realizados pelo optometristaNo consultório do optometrista, é possível realizar uma série de exames fundamentais para os cuidados com a saúde visual. Entre os mais comuns, estão: Avaliação externaObserva a região externa dos olhos, as pálpebras e os canais lacrimais para identificar se há inchaço, vermelhidão ou anomalias. Avaliação internaPor meio do exame de oftalmoscopia (fundoscopia), é possível verificar todos os meios refringentes e estruturas internas, a partir da córnea até a retina, verificando assim sinais de alterações, como opacidades. Teste de acuidade visual ou teste de SnellenRealizado com a Tabela de Snellen, avalia a nitidez da visão, verificando se o paciente consegue enxergar com clareza a diferentes distâncias. É a base para a prescrição de óculos ou lentes corretivas. Exame de refraçãoUtilizando diferentes lentes, identifica problemas de refração ocular (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia) e determina o grau de correção necessário para melhorar a visão. Teste de daltonismoVerifica a capacidade do paciente de diferenciar cores, sendo essencial para o descobrimento do daltonismo e outras alterações relacionadas. Exame de motilidade ocularAvalia os movimentos dos olhos e a coordenação entre eles. Pode identificar problemas como estrabismo e dificuldade de foco. Avaliação do campo visualDetecta áreas de perda de visão periférica. Pode indicar condições neurológicas e doenças, incluindo o glaucoma em estágios iniciais e lesões no nervo óptico. CeratometriaMede a curvatura da córnea, sendo importante na prescrição de lentes de contato. Também detecta alterações e degenerações na curvatura da córnea, incluindo o ceratocone. Teste de sensibilidade ao contrasteAnalisa a capacidade dos olhos de perceber detalhes em diferentes níveis de luminosidade. É indicado para pessoas que, por exemplo, precisam dirigir à noite. Saúde visual é qualidade de vida!Saúde visual é garantia de bem-estar, bom desempenho escolar e profissional, segurança no trânsito e nas tarefas cotidianas. A atuação do optometrista proporciona a detecção precoce e o acompanhamento de alterações que, se não tratadas, podem evoluir para quadros mais graves. Manter os check-ups preventivos em dia é uma atitude de cuidado consigo mesmo e com quem está ao seu redor. Sua visão merece atenção constante. Consulte um optometrista e mantenha seus olhos saudáveis ao longo da vida.
Após tragédia, profissionais pedem respeito e reconhecimento à Optometria

A morte violenta do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, ocorrida no interior de São Paulo, chocou a comunidade da saúde visual e gerou ampla repercussão. Marcelo era um profissional reconhecido por sua ética, cordialidade e, sobretudo, pelo seu engajamento na valorização da Optometria como área essencial da saúde pública. Diante do episódio, o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo (CROOSP) expressou seu luto e indignação por meio de nota oficial (abaixo, na íntegra) e aproveitou o momento para reafirmar o compromisso com a categoria, com a verdade e com o exercício legal da profissão. Para simbolizar essa união e ampliar a visibilidade institucional, foi lançada a hashtag #OptometriaUnida, que será adotada por conselhos regionais e profissionais de todo o Brasil. A campanha reúne conteúdos educativos e mensagens de conscientização sobre o papel da optometria no cuidado da saúde visual. Além disso, o CROOSP participará ativamente do Ato Nacional pela Optometria, marcado para o dia 5 de novembro, em Brasília, reunindo conselhos regionais, representantes e apoiadores da causa. A manifestação é um chamado à sociedade para reconhecer a legitimidade da atuação do profissional optometrista, mas também uma resposta institucional a essa tragédia.O optometrista é formado e legalmente respaldado para atuar na atenção primária à saúde visual, com foco na prevenção e na correção óptica. “A perseguição que Marcelo enfrentou não foi um caso isolado. Muitos optometristas ainda lidam com desinformação, conflitos de interesse e resistência institucional, mesmo amparados por decisões do Supremo Tribunal Federal. O que pedimos é respeito, regulamentação e segurança para exercer uma profissão que contribui com milhares de brasileiros diariamente”, afirma a direção do CROOSP. 📎 NOTA DE POSICIONAMENTO DO CROOSPNOTA OFICIAL É com profunda tristeza e enorme indignação que o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo manifesta seu pesar, diante da trágica notícia do homicídio do optometrista Marcelo de Souza Nogueira, crime que, segundo as informações veiculadas, teria sido cometido por um médico oftalmologista. Ao longo dos últimos três anos, nossa entidade prestou irrestrito amparo ao Sr. Marcelo de Souza Nogueira, que, mesmo após o julgamento da ADPF nº 131 pelo Supremo Tribunal Federal, consolidando a competência dos optometristas de nível superior para prescrever óculos e lentes de contato, continuou sendo alvo de perseguições reiteradas, perpetradas por determinados grupos médicos, empenhados em restringir o livre exercício de sua atividade profissional. Foram diversas as denúncias infundadas, formuladas pelo suposto autor do crime, imputando ao optometrista a prática de exercício ilegal da medicina, perante a Polícia Civil, a Vigilância Sanitária e o Poder Judiciário – todas devidamente refutadas em favor de Marcelo. Inclusive, em razão da insistência persecutória, o CROOSP chegou a notificá-lo formalmente, para que cessasse imediatamente todos os atos de calúnia e difamação contra nosso filiado. Jamais poderíamos imaginar que a intolerância, a ganância e a ignorância pudessem atingir o extremo que agora lamentamos. Tal episódio, embora aparentemente isolado, evidencia, de forma contundente, uma realidade dolorosa: a mentira mata! O fomento deliberado à desinformação e o descumprimento reiterado de decisões da Suprema Corte produzem efeitos concretos e devastadores na vida de cidadãos que apenas buscam exercer, de modo digno e legítimo, sua vocação. A dor e a revolta que nos assolam não deixam margem de dúvidas quanto aos responsáveis morais por tamanha barbárie: entidades representativas de segmentos da oftalmologia que, de modo sistemático, vêm promovendo campanhas de desinformação e hostilidade institucional, incitando a incompreensão sobre os limites de atuação dos optometristas de nível superior. Neste momento, de profundo luto e consternação, o Conselho Regional de Óptica e Optometria do Estado de São Paulo expressa suas mais sinceras condolências à família, aos amigos e a toda categoria, reafirmando seu compromisso inabalável com a verdade, a justiça e a dignidade profissional!
